obediencia

Santo Agostinho disse:

“Obedecendo ao superior, obedece-se a Deus,  não no sentido em que o que ordena o superior seja sempre vontade de Deus, mas porque É VONTADE DE DEUS QUE SE OBEDEÇA AO SUPERIOR.”

Num mundo onde se prega a auto-suficiência e a auto-realização, nós consagrados somos chamados a viver a radicalidade de Cristo, seguindo os conselhos evangélicos:  Castidade, Pobreza e Obediência.

Muitas vezes paramos na missão, começamos a “patinar” porque não estamos sendo obedientes a Deus.  Quem está a serviço de Deus, em missão, deve obediência a Igreja, aos sacerdotes e superiores, aos fundadores e aos formadores e diretores espirituais. Mesmo que muitas vezes doa fazer aquilo que fomos encarregados de fazer ou de não fazer, mesmo que sintamos um peso na alma, e nossa vontade humana comece a nos questionar.

Lembre-se:

“Obedecer é morrer! Obedecer é desapropriar-se da própria vontade. È renúncia! É esvaziar-se de si.”

Fazer a vontade de Deus é a nossa maior meta, e nossa grande ferramenta para isso é a Obediência.  A Cruz de Cristo é onde nosso olhar dever fixar quando vier a tentação de não obedecer. Cristo se fez obediente até a morte e morte de cruz (Fl 2,8). O que foi a Cruz? Amor obediente!  A cruz é a sabedoria de Deus, que julga e salva o  mundo.

Então, como filhos de Deus, é chegada a hora de demonstrar a nós mesmos e aos outros, quais são nossos verdadeiros objetivos:  nossa missão ou a de Deus? um ideal humano, ou uma meta divina? a salvação que vem de nós, ou a que vem de Deus?

Sabemos que isso  não é de repente, vem aos poucos, a verdadeira obediência vai amadurecendo dentro de nós, mas exige nosso esforço para não esmorecermos, devemos perseguir este caminho sempre, e retomando todas as vezes que nos vermos fora dele.

O pecado original nos fez desobedientes, está empregnado em nós o gosto pela desobediência, por isso sofremos tantos para sermos obedientes. Uma luta é travada diariamente para vencermos o vicio da desobediência, e por isso, muitas vezes até nos machucamos e machucamos os outros. Porém a obediência traz a paz não somente a nós, mas ao mundo inteiro.

O papa João XXIII tinha um lema: “obediência e paz” e quanta paz e serenidade trouxe ao  mundo o testemunho da sua paz!

Vamos refletir:

Se não obedece à autoridade constituída por Deus – àquele que o Senhor ressuscitado pôs à frente da Igreja (da comunidade ou do grupo) -, como pode dizer que obedece ao Ressuscitado? Pois Aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, como pode amar a Deus, a quem não vê? (1Jo 4,20).

Precisamos, então obedecer ao padre, ao dirigente, ao formador, e qualquer autoridade designada por Deus. E que a Perfeita Alegria invada nossa alma de consagrados obedientes e repitamos com Maria:

Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1,38)

Seu irmão,

Adelmo A Alkimin